A solicitação para a instalação da CPI do Banco Master, protocolada há um mês, continua sem avanço no Supremo Tribunal Federal (STF). O responsável pela análise, ministro Nunes Marques, ainda não se manifestou sobre o pedido, que foi apresentado por senadores da oposição e permanece sem despacho ou qualquer decisão.
Além de não ter dado andamento ao pedido, Nunes Marques também não avaliou a proposta que solicita a redistribuição do caso ao ministro André Mendonça, que atualmente é o responsável pelas investigações relacionadas ao Banco Master dentro do STF. Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-SE), autores da ação, argumentam que a CPI tem como objetivo investigar “os mesmos fatos centrais” que já estão sob a relatoria de Mendonça, o que, segundo eles, justificaria a mudança de relatoria.
Enquanto não houver uma decisão do relator, a instalação da CPI permanece bloqueada, dificultando a abertura de novas investigações sobre o caso. A falta de um posicionamento por parte de Nunes Marques se destaca, especialmente considerando que os requisitos constitucionais para a criação de uma CPI foram cumpridos. O pedido dos senadores Girão e Vieira conta com o apoio de 34 senadores, superando o mínimo necessário de 27 assinaturas.
Diante dessa situação, os senadores decidiram acionar o STF, uma vez que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não procedeu com o andamento da CPI na Casa Alta, mesmo com os requisitos atendidos. A expectativa é que uma definição sobre o assunto ocorra em breve, visto que a situação atual impede avanços significativos nas apurações relacionadas ao Banco Master.

