De acordo com relatos de oficiais da inteligência militar ucraniana, há evidências, incluindo fotos e gravações de comunicações entre altos oficiais do Exército russo. Contudo, o jornal não conseguiu verificar esses dados de maneira independente.
Uma fonte ligada à inteligência ucraniana afirma que ao menos cinco soldados russos foram acusados de consumir carne de seus próprios companheiros. Os episódios, se confirmados, teriam ocorrido em momentos críticos durante o inverno, quando as dificuldades logísticas impactaram o fornecimento de alimentos para as tropas.
Além disso, a publicação levanta questões sobre o estado psicológico dos soldados envolvidos, sugerindo que as condições extremas de combate podem ter contribuído para a adoção de tais medidas. Informações sobre o impacto do estresse contínuo da guerra foram destacadas, indicando que isso poderia ter influenciado o comportamento dos militares.
Um dos casos mencionados refere-se a um soldado identificado pelo codinome “Khromoy” (“manco”, em russo), que teria assassinado dois companheiros e tentado consumir a perna de um deles. Este incidente teria ocorrido em novembro de 2025, na região de Donetsk, e, conforme os relatos, “Khromoy” acabou sendo morto após abrir fogo contra soldados que investigavam seu desaparecimento.
Outras comunicações interceptadas revelam situações semelhantes, como a recusa de soldados em compartilhar abrigo com colegas acusados de canibalismo, além de advertências de comandantes. A reportagem também menciona que alguns militares russos estariam recebendo rações vencidas ou passando longos períodos sem suprimentos, o que poderia ter levado a atos de saques. Até o momento, as autoridades russas não se pronunciaram sobre essas graves acusações.

