A abordagem realizada por agentes da Polícia Federal (PF) a um morador em Presidente Prudente, São Paulo, provocou forte repercussão entre políticos e reacendeu o debate sobre liberdade de expressão no Brasil. Na segunda-feira, 27 de abril de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas redes sociais para comentar o episódio, afirmando que o "GOVERNO DA CENSURA está com os dias contados! Se Lula achou que a faixa escrito LADRÃO era pra ele, quem sou eu pra discordar!".
O incidente ocorreu antes de uma agenda oficial em Presidente Prudente, quando um morador exibiu uma faixa com a palavra "LADRÃO" em sua janela. Embora a faixa não mencionasse diretamente o nome do presidente, a PF foi até o local e informou que superiores poderiam solicitar a remoção do material. A ação dos agentes gerou debates sobre a legitimidade da manifestação.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um dos policiais informando ao morador que a situação poderia resultar em problemas. Em resposta, o morador defendeu que se tratava de uma manifestação de opinião, enquanto o agente declarou que "eles não vão considerar isso como opinião". Essa troca levantou questões sobre os limites da liberdade de expressão no país.
Informações confirmadas indicam que os agentes que participaram da abordagem são membros da corporação. No mesmo condomínio, outras faixas com posicionamentos políticos variados também estavam expostas, indicando um ambiente de manifestação política diversificada.
A agenda oficial que ocorreu na cidade contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de ministros de Estado, mas o presidente Lula não compareceu ao evento. A situação em Presidente Prudente reflete um clima de tensão e polarização política, com a liberdade de expressão sendo um tema central entre os parlamentares e a população em geral.

