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Banco do Japão mantém juros, mas dissidências indicam possibilidade de alta

Apesar de manter a taxa de juros em 0,75%, três membros do Banco do Japão pedem aumento, refletindo preocupações com a inflação. Presidente Kazuo Ueda afirma que a situação será monitorada.

O Banco do Japão decidiu, nesta terça-feira, 28 de abril, manter a taxa de juros em 0,75%. A medida, no entanto, não foi unânime, uma vez que três dos nove membros da diretoria expressaram a necessidade de um aumento para 1,0%, destacando preocupações com as pressões inflacionárias resultantes do conflito no Oriente Médio.

A revisão para cima das previsões de preços pelo banco central também foi acompanhada de um alerta sobre o risco de a inflação ultrapassar a meta estabelecida, sinalizando que um aumento nas taxas de juros pode ocorrer nos próximos meses. O economista-chefe para a Ásia do HSBC, Fred Neumann, comentou que a dissidência entre os membros da diretoria reflete as tensões que as autoridades monetárias enfrentam diante dos choques de energia que afetam tanto a inflação quanto o crescimento econômico.

Neumann ressaltou a necessidade urgente de o Banco do Japão agir em relação à inflação, que vem sendo exacerbada pela crise energética. Ele afirmou que, com as expectativas de inflação em alta, o banco central precisaria considerar um aumento na taxa de juros para evitar que as pressões inflacionárias se intensifiquem ainda mais.

Dentre os dissidentes, estavam Naoki Tamura e Junko Nakagawa, ao lado de Hajime Takata, que já havia tentado, sem sucesso, promover um aumento em março. Este cenário de dissidência é notável, pois representa o maior número de votos contrários desde janeiro de 2016, quando o Banco do Japão implementou juros negativos por uma votação apertada.

Kazuo Ueda, presidente do Banco do Japão, justificou a decisão de manter os juros, afirmando que é necessário um tempo adicional para avaliar as consequências do conflito atual e para verificar se a inflação é de fato temporária, como acredita, ou se está sendo alimentada por choques na oferta. Ueda também reforçou que o banco está preparado para aumentar os juros se os riscos inflacionários se materializarem e se os impactos negativos sobre a economia forem controláveis.

Finalmente, ele enfatizou que, se os riscos inflacionários aumentarem significativamente, o Banco do Japão poderá considerar a elevação da taxa de juros, desde que a desaceleração econômica decorrente da guerra no Irã não seja severa.

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