Na sessão da Câmara dos Deputados realizada na terça-feira, 28, o deputado federal Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, dirigiu-se ao deputado Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, chamando-o de "criminoso". Durante seu pronunciamento, Gaspar pediu a cassação do mandato de Farias, alegando quebra de decoro parlamentar em razão das acusações feitas por este, que envolvem um suposto caso de estupro.
Gaspar qualificou as acusações de Farias como "covardes, vis e abjetas", solicitando que órgãos competentes, como a Polícia Federal (PF), o Ministério Público e o Conselho de Ética da Câmara, realizem investigações para comprovar sua inocência. O deputado alagoano classifica as afirmações de Farias como um ato de denunciação caluniosa.
O embate entre os parlamentares se intensificou após Farias ter apresentado uma representação à PF, que resultou em um pedido de inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na denúncia, Farias e a senadora Soraya Thronicke acusam Gaspar de ter um filho com uma menina de 13 anos na época dos fatos. O ministro Gilmar Mendes é o responsável pelo caso no STF, e já abriu prazo no dia 25 para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifeste sobre a questão.
De acordo com a denúncia, a criança resultante do suposto abuso teria atualmente oito anos. Em resposta a essas alegações, Alfredo Gaspar nega todas as acusações e também protocolou uma queixa-crime no STF contra Farias e Soraya, buscando se defender das alegações feitas por seus colegas.
Vale ressaltar que Gaspar, na sua atuação como relator na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, havia solicitado o indiciamento de 214 pessoas, incluindo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora o relatório tenha sido rejeitado pelos membros da comissão. O desdobramento deste conflito entre os deputados traz à tona a complexidade das relações políticas e das acusações que permeiam o ambiente legislativo.

