PUBLICIDADE

TOPO SITE

Protesto em Brasília destaca sapatos de bebês contra indicação de Messias ao STF

Manifestantes expõem 400 pares de sapatos de bebês em ato na Catedral de Brasília, criticando a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Lula. O protesto foca na atuação do indicado em relação ao aborto e os efeitos de decisões judiciais sobre o tema.
Foto: Foto: Júlia Emerick/Divulgação

Na manhã do dia 28 de abril de 2026, um protesto de grupos pró-vida foi realizado na área externa da Catedral de Brasília, visando a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a manifestação, aproximadamente 400 pares de sapatos de bebês foram expostos, simbolizando perdas associadas à recente suspensão de normas sobre o aborto.

Os organizadores do ato, liderados pela fundação conservadora CitizenGO e com o apoio do Instituto Isabel, concentraram suas críticas na postura de Messias em relação ao aborto. O protesto ocorreu em um momento crucial, já que o indicado de Lula passaria por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal no dia seguinte, 29 de abril.

Os manifestantes também visitaram os gabinetes de mais de 40 senadores que ainda não haviam declarado seu voto sobre a indicação de Messias. A mobilização tem como objetivo chamar atenção para o papel do advogado-geral da União, que, durante sua gestão, se posicionou a favor da derrubada de uma norma do Conselho Federal de Medicina (CFM) que restringia a prática do aborto em casos de assistolia fetal após 22 semanas, conforme evidenciado pelo parecer assinado por ele na ADPF 1141.

A ADPF foi proposta pelo PSOL, buscando reverter a norma do CFM que proibia o aborto em gestações avançadas onde havia possibilidade de sobrevida do feto. Com o apoio de Messias, a AGU argumentou que a restrição infringia o direito de escolha das mulheres. A decisão sobre a norma foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em maio de 2024, permitindo que casos estabelecidos em lei fossem avaliados de acordo com os parâmetros da Corte.

O método de assistolia fetal, que envolve a aplicação de substâncias no coração do feto para provocar uma parada cardíaca antes da retirada, é considerado controverso e é proibido em animais pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) devido ao sofrimento que causa.

Os organizadores do protesto afirmam que os sapatos expostos representam as vidas de bebês que teriam sido perdidas desde a suspensão da norma e ressaltam os impactos das decisões judiciais em relação ao aborto. Além disso, alertam sobre o potencial aumento do acesso ao aborto no Brasil, caso a indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal seja aprovada pela Casa Alta.

Leia mais

PUBLICIDADE

LATERAL
Rolar para cima