O aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre produtos de tabaco foi anunciado pelo Governo Federal, com a intenção de compensar a diminuição da arrecadação proveniente dos tributos sobre o biodiesel e o querosene da aviação. Essa medida visa estabilizar os preços dos insumos energéticos no país.
A nova alíquota do IPI para cigarros subirá de 2,25% para 3,5%, resultando no primeiro aumento no preço mínimo da carteira em uma década, que agora custará R$ 7,50. A expectativa é que essa mudança traga uma arrecadação adicional de R$ 1,2 bilhão nos cofres públicos nos próximos dois meses.
Além de desestimular o consumo de tabaco, o reajuste é considerado essencial para garantir desonerações estimadas em R$ 10 bilhões em setores estratégicos da economia. O impacto dessa medida também se reflete no setor aéreo, que já enfrenta desafios financeiros.
A estratégia faz parte de um pacote mais amplo de reequilíbrio orçamentário, que busca neutralizar a volatilidade nos preços dos combustíveis tanto para o consumidor quanto para as companhias aéreas. O governo destaca que a arrecadação adicional gerada pelo setor tabagista é crucial para recompor o caixa, especialmente após a isenção das alíquotas de PIS e Cofins sobre o QAV, que deve resultar em uma economia de aproximadamente R$ 0,07 por litro para as empresas aéreas.
O Ministério do Planejamento também está focado na valorização das commodities para equilibrar o Orçamento, considerando que a alta internacional do barril de petróleo pode gerar um acréscimo de R$ 16,7 bilhões em royalties neste ano. Apesar dos esforços para aumentar a arrecadação, que incluem uma taxa de 12% sobre a exportação de óleo bruto, a previsão de déficit orçamentário é de R$ 59,8 bilhões.
Com as recentes mudanças fiscais que afetam o setor aéreo, a economia nas viagens se torna ainda mais relevante. Nesse contexto, é aconselhável utilizar ferramentas de Inteligência Artificial para monitorar os preços das passagens aéreas e garantir tarifas mais competitivas no mercado.

