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Banco da Inglaterra decide manter taxa de juros em meio a incertezas sobre guerra no Irã

Em decisão unânime, o Banco da Inglaterra optou por manter a taxa de juros em 3,75%, avaliando os impactos econômicos da guerra no Irã e os riscos associados ao aumento dos preços da energia.

O Banco da Inglaterra, em reunião realizada nesta quinta-feira, decidiu manter a taxa básica de juros em 3,75%. A decisão foi tomada por 8 a 1 entre os membros do Comitê de Política Monetária, com apenas o economista-chefe Huw Pill optando por um aumento para 4,0%. Essa escolha reflete as preocupações com os efeitos da guerra no Irã sobre a economia global e, em especial, sobre a inflação no Reino Unido.

O comitê enfatizou que continuará a monitorar a situação no Oriente Médio, destacando os potenciais riscos de “efeitos secundários relevantes” resultantes do choque nos preços da energia. Esses riscos incluem pressões por aumentos salariais e a possibilidade de empresas repassarem custos mais altos aos consumidores, em vez de absorverem esses aumentos. O enfraquecimento do mercado de trabalho, conforme indicado pelo comitê, sugere que um aumento nas taxas de juros poderia ajudar a controlar a inflação.

Com a recente decisão do Federal Reserve de manter os juros nos Estados Unidos e a expectativa de uma deliberação similar pelo Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra está atento a possíveis flutuações econômicas. O banco central britânico reiterou seu compromisso de agir conforme necessário para garantir que a inflação ao consumidor se mantenha em linha com a meta de 2% no médio prazo.

Diante da incerteza sobre a duração da guerra e os danos econômicos resultantes, o Banco da Inglaterra optou por não divulgar previsões habituais sobre a inflação e outros indicadores econômicos. Em vez disso, apresentou três cenários com base nas flutuações dos preços da energia e nos efeitos secundários potenciais. O cenário mais adverso, denominado Cenário C, sugere uma necessidade de aumento “vigoroso” nos custos dos empréstimos, enquanto os Cenários A e B indicam uma abordagem menos restritiva na política econômica.

Os cenários foram elaborados com base nas expectativas do mercado nos 15 dias até 22 de abril e não consideraram o recente aumento nos preços globais do petróleo, que atingiram um novo recorde de quatro anos. Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra, atribuiu maior peso ao Cenário B, embora tenha reconhecido também a relevância do Cenário C, destacando que cerca de metade dos membros do comitê que votaram pela manutenção da taxa também consideram o Cenário B mais importante.

Enquanto isso, alguns membros do comitê demonstraram preferência por uma ação antecipada para evitar que a inflação se eleve excessivamente, enquanto outros adotam uma postura mais cautelosa, aguardando evidências adicionais sobre a materialização desse risco.

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