O soldado israelense Rom Braslavski, de 22 anos, foi mantido em cativeiro pelos terroristas do Hamas por um total de 738 dias. Ele foi sequestrado em 7 de outubro de 2023 e libertado em 13 de outubro de 2025. Na última semana, Braslavski concedeu uma entrevista à emissora americana FoxNews, onde compartilhou uma mensagem de coragem e superação diante das adversidades enfrentadas.
Durante a entrevista, o soldado relatou os abusos e as agressões que sofreu durante o período em que esteve sob custódia. Um trecho de suas declarações ganhou destaque nas redes sociais, onde ele afirmou: “Fui sequestrado. Assassinaram minha alma. O meu corpo ainda dói. Mas estou aqui para dizer que sou um judeu, sou judeu orgulho. Eu amo Israel”, enquanto exibia a bandeira do país.
Antes de ser sequestrado, Braslavski estava cumprindo o serviço militar obrigatório e atuava como socorrista e segurança. No dia do ataque que resultou em seu sequestro, ele estava trabalhando como segurança em um festival de música Nova, onde centenas de pessoas foram vítimas de assassinatos e sequestros. Testemunhas relataram que, antes de ser capturado, Braslavski utilizou suas habilidades para prestar socorro a feridos e ajudar a guiar pessoas em direção à segurança.
Em seu relato, o soldado mencionou que, em cativeiro, foi submetido a diversas formas de tortura e violência, incluindo agressão sexual e tortura física. Ele também narrou momentos em que foi mantido despido e amarrado, além de períodos prolongados de isolamento e enfrentamento de fome severa.
Braslavski estava entre os últimos 20 reféns a serem libertados em um acordo de cessar-fogo e plano de paz estabelecido em outubro de 2025. Ele revelou que esteve próximo da morte em várias ocasiões, devido à fome, exaustão e violência.
Ao concluir sua entrevista, Rom Braslavski expressou sua determinação de seguir em frente, afirmando: "Tenho um passado sombrio, mas preciso ter um futuro brilhante. Quero esquecer o que aconteceu, embora não consiga. Deus me devolveu a vida como um presente — não uma, mas duas vezes. Preciso fazer pelo menos o mínimo, que é viver, me reabilitar e deixar tudo isso para trás."

