O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira, 4, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está definindo uma nova indicação para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa declaração surge após a rejeição do nome do advogado-Geral da União, Jorge Messias, pelo Senado.
Alckmin expressou seu pesar pela não aprovação de Messias, ressaltando que Lula está buscando diálogo com o Congresso Nacional enquanto considera quem será o próximo indicado. Ele enfatizou que a decisão da Casa Legislativa de rejeitar Messias pode impactar negativamente os trabalhos do STF, que ficará com um ministro a menos até que uma nova indicação seja aprovada para preencher a vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
"Quero lamentar a não eleição do Jorge Messias, uma pessoa preparada, com experiência e um forte compromisso com o serviço público. Essa situação é preocupante, pois o Supremo já enfrenta uma carga elevada de processos", declarou Alckmin em entrevista coletiva realizada em São Paulo.
Na última quarta-feira, 29, o nome de Messias foi rejeitado pelo Senado Federal, recebendo 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para que sua indicação fosse aprovada, eram necessários pelo menos 41 votos entre os 81 senadores. Com a rejeição, a indicação foi oficialmente arquivada.
A rejeição de Messias se tornou um marco, sendo a primeira vez em 132 anos que um nome indicado para o STF não é aprovado pelo Senado. A formalização da indicação ocorreu em abril, mais de quatro meses após Lula ter anunciado a escolha em novembro de 2025. Messias enfrentou resistência, especialmente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que demonstrou descontentamento ao não ver o senador Rodrigo Pacheco indicado para a vaga.
Após a votação, Messias manifestou descontentamento com o resultado e mencionou ter passado por um processo de desconstrução de sua imagem. Ele afirmou que mentiras foram disseminadas para prejudicá-lo, sem, no entanto, citar diretamente Alcolumbre.

