Um acordo preliminar, resultante de uma ação coletiva contra a PlayStation nos Estados Unidos, pode levar a Sony a desembolsar milhões de dólares em reembolsos. O processo, movido em 2023, acusa a empresa de vender jogos digitais com termos considerados abusivos, o que teria impactado negativamente os consumidores.
No dia 29 de abril, a Saveri Law Firm LLP anunciou que a Sony estaria monopolizando o mercado digital, forçando os consumidores a pagarem preços elevados por jogos adquiridos na PlayStation Store. Os autores da ação alegam que a empresa violou leis antitruste federais e legislações estaduais dos EUA.
O Tribunal Distrital do Norte da Califórnia concedeu aprovação preliminar para um acordo que prevê o pagamento de US$ 7,85 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 38 milhões, aos participantes da ação coletiva. Para serem elegíveis ao reembolso, os consumidores precisam ter comprado pelo menos um dos jogos listados na ação entre 1º de abril de 2019 e 31 de dezembro de 2023.
Dentre os jogos incluídos na ação estão títulos populares como The Last of Us, Call of Duty: Classic, Assassin's Creed Chronicles: China, No Man's Sky e Resident Evil 4. A maioria desses jogos é de desenvolvedores terceiros, não sendo produzidos diretamente pela PlayStation. Os jogadores que participarem do processo poderão optar por receber o valor em dinheiro ou como créditos para utilização na PSN.
Uma audiência para avaliar a aprovação final do acordo foi marcada para o dia 15 de outubro deste ano. Nessa audiência, também será definida a forma de distribuição dos valores entre os jogadores que fazem parte do processo. A origem da ação remonta a 2019, quando a Sony impediu que varejistas vendessem códigos de download para jogos digitais do PlayStation, afetando aproximadamente 4,4 milhões de pessoas, conforme estimativas dos autores.
É importante ressaltar que jogadores brasileiros não têm direito a reembolso na PlayStation Store, o que limita o alcance do acordo a consumidores localizados nos Estados Unidos.

