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Artistas e Influenciador São Enquadrados pela Lei Antifacção e Podem Enfrentar Pena de até 40

MC Ryan, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, conhecido como Choquei, foram enquadrados na Lei Antifacção pelo juiz Roberto Lemos. Eles respondem por crimes relacionados a organizações criminosas ultraviolentas, com pena máxima de 40 anos de reclusão.

O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Criminal Federal de Santos, determinou que MC Ryan, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página “Choquei”, sejam enquadrados na Lei Antifacção, em resposta a um pedido da Polícia Federal.

Com essa decisão, os três investigados poderão enfrentar penas que podem chegar a 40 anos de reclusão, com base nas sanções previstas para a integração e o financiamento de organizações criminosas, somadas aos agravantes da nova legislação. A decisão, que compreende 13 páginas, descreve os alvos da investigação como envolvidos em “organizações criminosas ultraviolentas”, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

O magistrado ressalta que a investigação revela uma organização criminosa que não apenas atua, mas também apoia organizações ultraviolentas, desafiando a segurança e a ordem pública. Essa organização parece ter infiltração em diversos segmentos da sociedade, abrangendo diferentes ramos da iniciativa privada e até órgãos do Estado.

Com a aplicação da Lei Antifacção, além de MC Ryan e MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira e o influenciador Chrys Dias estão sob custódia em prisão provisória por 90 dias. Eles foram detidos em 15 de abril, durante a Operação Narco Fluxo, que resultou na prisão de 33 indivíduos suspeitos de lavagem de R$ 1,6 bilhão em operações de rifas e apostas ilegais.

A Polícia Federal aponta que MC Ryan lideraria uma estrutura voltada para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, utilizando rifas ilegais e empresas ligadas à música e entretenimento. Um dos principais elos entre o funkeiro e o crime organizado seria o contador Rodrigo de Paula Morgado, que é investigado por suas ligações com o PCC e é considerado um dos principais operadores financeiros da organização criminosa, estando preso desde outubro de 2025.

Atualmente, o caso está sob segredo de Justiça. Após a prisão, a defesa de MC Ryan afirmou que todos os valores em suas contas têm origem comprovada, sendo submetidos a controle rigoroso e ao devido recolhimento de tributos.

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