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Número de Famílias Endividadas Alcança Novo Recorde em Abril

Em abril de 2026, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,9%, o maior nível já registrado. O aumento é observado na véspera do lançamento do programa Desenrola 2.0, que busca renegociar dívidas.

A proporção de famílias endividadas no Brasil chegou a 80,9% em abril de 2026, marcando um novo recorde na série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Esse índice representa um aumento de 0,5 ponto percentual em comparação a março, quando o endividamento estava em 80,4%. Este é o quarto mês consecutivo em que o país registra um patamar histórico no endividamento familiar.

Entre as modalidades de dívida, o cartão de crédito se destaca como a principal, além de apresentar algumas das taxas de juros mais altas do mercado. Logo após, aparecem os carnês de loja e o crédito pessoal como as segundas opções mais utilizadas pelos consumidores brasileiros.

O crescimento do endividamento ocorre em um momento importante, já que está previsto para breve o lançamento do programa Desenrola 2.0, que visa a renegociação de dívidas e será assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A primeira edição do programa, realizada em 2024, contou com a participação de cerca de 15 milhões de pessoas.

Neste contexto, Lula tem intensificado suas declarações sobre a necessidade de reduzir o endividamento das famílias, especialmente em ano eleitoral. Ele chegou a solicitar publicamente ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que busque soluções para o problema das dívidas no Brasil.

Além disso, a pesquisa da CNC revela um aumento na inadimplência. O percentual de famílias com contas em atraso subiu para 29,7% em abril, comparado a 29,1% no mesmo mês do ano anterior. O índice de famílias que afirmam não ter condições de quitar as dívidas permanecia em 12,3% por dois meses consecutivos.

Dentre os consumidores inadimplentes, quase metade, ou 49,5%, possui débitos que estão atrasados há mais de 90 dias. O tempo médio de atraso é de 65,1 dias, mantendo-se estável pelo terceiro mês seguido. A CNC atribui a manutenção desse indicador à melhora na renda média das famílias, embora o cenário geral ainda demonstre um forte comprometimento financeiro.

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