O teste realizado durante o primeiro trimestre de 2024 pelo Grupo Bah, que conta com mais de 150 colaboradores, resultou no encerramento da experiência com a jornada de trabalho 5×2. O chef e empresário gaúcho Marcos Livi tomou a decisão após avaliar que os resultados obtidos eram insatisfatórios.
Durante o período de testes, a nova jornada foi aplicada em cinco restaurantes e um hotel, incluindo estabelecimentos como Brique, Quintana Bar, Veríssimo Bar, Vistta e Cozinha Ana Terra, além do Hotel Parador Hampel, cada um com cerca de 25 funcionários. O modelo, que previa uma jornada diária mais longa, trouxe desafios significativos para os trabalhadores, especialmente aqueles com responsabilidades familiares ou compromissos educacionais.
Livi destacou que o principal desafio enfrentado foi a necessidade de manter a carga horária semanal de 44 horas dentro do formato 5×2, o que resultou em um aumento considerável na jornada de trabalho diária. Os impactos negativos identificados incluem a queda na produtividade das equipes, diminuição das gorjetas recebidas e a necessidade de novas contratações para suprir as folgas geradas pelo novo modelo.
"É óbvio que buscamos construir um convívio melhor para todos. Mas, com o momento atual brasileiro, com a perda de poder econômico das pessoas e endividamento, isso gerou um efeito negativo, por isso recuei", afirmou o empresário.
Com a gestão de oito negócios e um quadro de mais de 150 funcionários, o Grupo Bah decidiu retornar ao modelo de jornada tradicional. A mudança foi bem recebida pela equipe, conforme relatou Livi: "Tomamos a estratégia de voltar ao modelo tradicional, o que deixou a equipe aliviada".
A ideia de implementar o sistema 5×2 surgiu como uma iniciativa do empresário, que buscava antecipar-se a possíveis mudanças na legislação trabalhista brasileira. Livi defende que os empresários devem ter a liberdade de escolha no regime de trabalho que adotam e considera a proposta do governo Lula como “eleitoreira”.

