Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência da república, expressou sua insatisfação em relação à recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria neste sábado, 9 de maio de 2026. Em uma nota divulgada em suas redes sociais, Caiado classificou a ação como um ato que "ultrapassa os limites constitucionais" e um "ataque à democracia e à separação de Poderes".
O ex-governador ressaltou que a Lei da Dosimetria foi aprovada por uma ampla maioria no Congresso Nacional e a suspensão representa um retrocesso significativo nas relações institucionais. Para Caiado, essa atitude de Moraes se encaixa na categoria de "ativismo judicial", o que, segundo ele, agrava a polarização política e desvia a atenção dos problemas reais enfrentados pela população, como segurança pública, educação, saúde e transporte.
Na nota, Caiado fez um apelo para que a "queda de braço do Supremo com o Congresso" termine. Ele criticou a continuidade de debates sobre eventos como o 8 de janeiro, que, segundo ele, apenas desvia o foco de questões que realmente importam para os cidadãos. O pré-candidato também afirmou que esse tipo de discussão interminável condena o Brasil a um futuro incerto.
Caiado enfatizou que o ativismo judicial apenas serve para aumentar a radicalização política, algo que, conforme ele, não é característico da política brasileira. Para ele, a situação atual é inaceitável em uma democracia que busca ser madura e estável.
O ex-governador finalizou sua nota reforçando que a decisão de Moraes é deplorável e que é necessário encontrar uma solução para a relação entre os Poderes, evitando esse jogo de gato e rato que tem marcado as interações entre o STF e o Congresso Nacional.

