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Lula planeja nova indicação ao STF após rejeição de Jorge Messias

O ministro Wellington Dias afirmou que o presidente Lula não desistirá de indicar um novo nome para o Supremo Tribunal Federal após a negativa do Senado ao advogado-geral da União, Jorge Messias. A situação gera incerteza sobre o preenchimento da vaga até o final do ano.
Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, declarou que o presidente Lula (PT) está determinado a fazer uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado. A afirmação foi feita em uma entrevista ao SBT News na última segunda-feira (11), e contradiz especulações de que Lula optaria por deixar a vaga em aberto para o próximo presidente da República.

Wellington Dias destacou a importância de preencher a cadeira vacante na maior Corte do país, afirmando: "Ele escolheu o melhor, o Congresso rejeitou. Agora, ele vai escolher alguém entre os melhores para indicar de novo, ele não abre mão".

A negativa de Messias representa a primeira vez em 132 anos que o Senado rejeita um indicado ao STF, o que intensificou os desafios políticos do governo no Congresso Nacional. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), é considerado um dos principais opositores à aprovação de Messias. Após a rejeição, o advogado-geral da União fez comentários que sugerem que sabia quem estava por trás de sua derrota, afirmando que “sabemos quem fez isso”.

A atuação de Alcolumbre está sendo contestada em uma ação apresentada ao STF pela Associação Civitas para Cidadania e Cultura, que solicita a anulação da votação no Senado. A ação aponta que microfones do plenário registraram Alcolumbre prevendo o resultado da votação momentos antes da proclamação oficial, quando afirmou: “Vai perder por oito”. O processo está sob a relatoria do ministro Luiz Fux.

Dias também mencionou que Lula já está em diálogo com Davi Alcolumbre para tentar facilitar uma nova sabatina ainda durante o atual mandato presidencial. O ministro questionou a lógica de esperar uma nova eleição para a indicação, afirmando que a construção de um governo harmônico deve incluir a cooperação entre os Poderes, não a adversidade.

Apesar das intenções do governo, a percepção predominante no Senado é de que a vaga no STF pode permanecer aberta até o final de 2026.

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