A Polícia Federal (PF) está investigando possíveis irregularidades na administração dos recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar. As apurações se concentram em aplicações financeiras realizadas entre agosto de 2023 e março de 2024, que totalizam aproximadamente R$ 112 milhões, sendo R$ 87 milhões destinados ao extinto Banco Master e R$ 20 milhões ao Banco Daycoval.
Os indícios levantados pela PF apontam para uma gestão temerária, caracterizada pela falta de avaliação técnica adequada e deficiência na análise de riscos. Além disso, há suspeitas de que as aplicações financeiras tenham sido direcionadas de maneira a beneficiar especialmente o Banco Master, gerando preocupações sobre possíveis favorecimentos.
Com o intuito de aprofundar as investigações, a PF desencadeou a Operação Off-Balance na última quarta-feira, 13. Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Cajamar, Boituva e São Paulo. Essas medidas judiciais também incluem o afastamento de ocupantes de cargos públicos e o bloqueio de bens, de acordo com decisão da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
As ações da PF visam os gestores do Regime Próprio de Previdência Social de Cajamar, que são suspeitos de terem autorizado investimentos considerados de alto risco sem a devida fundamentação técnica. Essa situação levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade na administração dos recursos previdenciários, especialmente em relação ao Banco Master.
A investigação se desdobrará em análises mais detalhadas sobre a conduta dos envolvidos e as implicações legais das decisões tomadas na gestão do fundo de previdência. O caso ressalta a importância de uma supervisão rigorosa nas aplicações de recursos públicos, em especial em entidades que cuidam do patrimônio previdenciário dos servidores municipais.

