Entre os ministros que têm se destacado na divulgação de suas agendas, Edson Fachin liderou em 2026, com 65 publicações, incluindo registros feitos até mesmo durante o recesso de janeiro. Cármen Lúcia foi responsável por 51 divulgações de compromissos, enquanto Cristiano Zanin apresentou sua agenda em 48 dias. Luiz Fux, por outro lado, publicou suas atividades em 16 dias, focando em sessões plenárias e audiências públicas.
Recentemente, Cármen Lúcia registrou duas audiências em 7 de maio, embora os temas não tenham sido detalhados. Cristiano Zanin, por sua vez, relatou reuniões com o advogado Leandro Raca sobre o recurso extraordinário 1.537.165 e com parlamentares do PT a respeito de uma ação direta de inconstitucionalidade que aborda a possibilidade de assistentes recorrerem em processos eleitorais. No dia seguinte, a ministra participou de uma palestra na Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região.
No ano de 2025, Fachin também foi o ministro que mais publicou sua agenda, com 202 registros, seguido por Zanin, que reportou 138, e Cármen Lúcia, com 114. Luis Roberto Barroso, que presidiu o STF até setembro daquele ano, fez algumas divulgações, enquanto Luiz Fux não apresentou sua agenda nesse intervalo.
A transparência nas atividades dos ministros tornou-se um tema ainda mais relevante após o escândalo do Master, que levantou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Em resposta, a OAB-SP enviou uma proposta de código de conduta ao STF, sugerindo a obrigatoriedade da atualização das agendas no site oficial e a necessidade de tornar públicas as audiências com partes e representantes.
A proposta inclui a proibição de participação em eventos patrocinados por aqueles que têm interesse em processos que tramitam no STF, além da exigência de que pagamentos ou despesas relacionados a eventos sem interesse econômico sejam informados oficialmente. O texto também recomenda que, em caso de descumprimento das normas sugeridas, a questão seja levada ao plenário do tribunal.
A discussão sobre a obrigatoriedade da divulgação das agendas está em andamento, com apoio de Fachin e Cármen Lúcia. Durante a abertura do Ano Judiciário de 2026, em fevereiro, o presidente da Corte reiterou a importância de um novo código de conduta para os ministros.

