Na manhã desta sexta-feira, 14 de maio de 2026, a Polícia Federal iniciou uma operação de busca e apreensão que envolve Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, e Ricardo Magro, proprietário da Refit. As ordens judiciais estão sendo cumpridas na residência de Castro, situada em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na capital fluminense.
A autorização para as buscas partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que decidiu sobre o caso no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas. Essa ação foi apresentada ao STF pelo Partido Socialista Brasileiro e questiona a violência policial em operações realizadas em comunidades do Rio de Janeiro, propondo medidas para diminuir a letalidade das intervenções policiais.
A Refit, antiga refinaria de Manguinhos, recebeu um incentivo fiscal durante a gestão de Cláudio Castro, em 2023, o que permitiu uma ampliação significativa de suas operações no mercado de óleo diesel. O desdobramento dessa investigação pode trazer implicações relevantes tanto para o ex-governador quanto para o empresário, considerando o contexto em que as buscas estão sendo realizadas.
A operação da PF reflete uma preocupação crescente com a violência policial no estado e o papel das autoridades na regulamentação do setor, especialmente em um cenário onde o enfrentamento da criminalidade tem sido uma das principais pautas do governo local. O desenrolar dessas investigações será acompanhado com atenção, dada a relevância dos envolvidos e as possíveis repercussões políticas e sociais.
Com as ações em andamento, a expectativa é que novos desdobramentos sejam divulgados nos próximos dias, à medida que a Polícia Federal avança nas investigações e cumpre as determinações judiciais. O caso levanta questões importantes sobre a responsabilidade dos governantes e a relação com o setor privado, especialmente em áreas sensíveis como a segurança pública e a economia.

