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Joaquim Barbosa SE filia ao Democracia Cristã e mira candidatura à Presidência em 2026

O ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, oficializou sua filiação ao Democracia Cristã e pode ser pré-candidato ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026, após frustração com Aldo Rebelo.
Joaquim Barbosa, em 2014, quando lamentou a absolvição dos condenados do Mensalã

Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do julgamento do mensalão, retornou ao cenário político ao se filiar ao partido Democracia Cristã (DC). Sua entrada na legenda ocorre após meses de negociações e o DC já planeja lançá-lo como pré-candidato à Presidência nas eleições de 2026.

A escolha por Barbosa vem na esteira de uma mudança de estratégia do DC, que não obteve sucesso com a candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo. Diante da falta de tração política da candidatura de Rebelo, a direção do partido decidiu concentrar esforços no nome de Barbosa, que, segundo pesquisas qualitativas, está associado a temas como combate à corrupção e ética pública.

Nos últimos anos, Barbosa se posicionou contra diversas decisões do governo de Lula da Silva, manifestando críticas à condução da política econômica e a declarações presidenciais sobre questões internacionais. Ele chegou a declarar que Lula “não aprende nunca” em relação a posicionamentos do presidente sobre o exterior, além de expressar desconforto com os ataques às instituições e a qualidade do debate político no Brasil.

A notoriedade de Joaquim Barbosa no cenário nacional se consolidou durante sua atuação como relator do mensalão, tornando-o uma figura reconhecida na história recente do Judiciário brasileiro. Sua firme postura no caso de corrupção o associou a um combate ativo à corrupção, o que pode ser uma vantagem em sua nova empreitada política.

Embora não seja a primeira vez que Barbosa cogita uma candidatura presidencial — em 2018, ele se filiou ao PSB, mas desistiu da corrida alegando motivos pessoais —, sua nova filiação ao DC aos 71 anos indica uma possível reentrada na política partidária. Desde então, Barbosa se manteve afastado, raramente participando do debate público.

A movimentação do Democracia Cristã se insere em um contexto de fragmentação política que caracteriza a corrida eleitoral de 2026, onde partidos menores buscam candidatos com forte reconhecimento nacional para apresentar alternativas ao cenário polarizado. A filiação de Joaquim Barbosa representa uma tentativa ousada do DC de unir sua trajetória no combate à corrupção a uma estratégia de concorrência nas eleições presidenciais.

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