O publicitário Marcello Lopes, que recentemente assumiu a coordenação de comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, está em férias em Orlando. Ele decidiu tirar dez dias de folga para passar tempo com a família, coincidindo com a primeira crise significativa envolvendo a candidatura de Flávio, que surgiu após a divulgação de conversas entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, onde era discutido o financiamento do filme Dark Horse.
A ausência de Lopes durante este período crítico tem gerado críticas entre os aliados de Flávio, especialmente considerando os desafios de comunicação que surgiram a partir do noticiário. Após a publicação da matéria do Intercept, Flávio Bolsonaro admitiu ter contatado Vorcaro e mencionou a existência de um contrato entre a produtora do filme e o Banco Master, porém essa informação foi rapidamente desmentida pela própria Go Up.
O financiamento de US$ 12 milhões, que foi intermediado por Vorcaro, provém de um fundo americano do Grupo Entre, que pertence ao empresário Antônio Freixo. Fontes próximas ao senador afirmam que a viagem de Lopes já estava agendada, mas muitos esperavam que ele priorizasse as questões da campanha, dada a repercussão negativa da situação.
Marcello Lopes é proprietário da Cálix Propaganda, empresa que recebeu R$ 71,5 milhões da atual administração de Lula, em CONTRATOS com os ministérios dos Transportes e da Integração e Desenvolvimento Regional. Além disso, a agência recentemente venceu uma licitação em consórcio no Senado, com um valor de R$ 90 milhões.
A situação levanta questões sobre a estratégia de comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e a capacidade de lidar com crises em momentos decisivos. O impacto da ausência de Lopes durante esse período pode ter consequências para a imagem do senador e sua candidatura, especialmente em um cenário eleitoral tão competitivo.

