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O reconhecimento político da senadora conhecida como ‘sirigaita’

A senadora Soraya Thronicke, apelidada de 'sirigaita', se destacou em recente debate no Senado. A deputada Bia Kicis foi quem popularizou o termo, que remete a comportamentos audaciosos e desinibidos. O uso do apelido reflete uma nova dinâmica nas relações políticas.

Em sua obra 'As Afinidades Eletivas', Goethe menciona a ideia de que certas naturezas se atraem e se identificam. Essa noção se aplica também a apelidos que, por vezes, encontram seus destinatários de maneira perfeita, como acontece na política brasileira contemporânea. A senadora Soraya Thronicke, recentemente, se tornou a portadora do apelido 'sirigaita'.

A deputada Bia Kicis foi a responsável por atribuir esse apelido à senadora, especialmente ao se referir ao episódio em que Thronicke acusou falsamente o deputado Alfredo Gaspar de estupro, em um momento de proteção a colegas envolvidos em práticas questionáveis. No linguajar popular, 'sirigaita' se refere a uma mulher astuta, ousada e que busca vantagens.

O uso do apelido ganhou força novamente no dia 29 de abril, quando Kicis o utilizou para criticar Thronicke durante uma sabatina no Senado. Essa sabatina visava a nomeação de Bessias, um conhecido aliado de Lula e Dilma, para o STF. A atuação de Thronicke, marcada por comentários polêmicos, foi considerada por muitos como um exemplo de comportamento 'ladino' e 'arrivista', características que o apelido sugere.

Thronicke, que possui experiência na gestão de uma rede de motéis, parece ter um entendimento peculiar sobre o que é apropriado em contextos delicados. Durante a sabatina, suas falas insinuaram que ela poderia estar, de alguma forma, celebrando a ideia de 'sirigaitice' como uma forma de empoderamento feminino, o que gerou reações variadas entre os presentes.

A expressão de Thronicke, ao insinuar que a beleza poderia ser um dote a ser utilizado, reflete um raciocínio que se alinha ao que se espera de alguém que é chamada de 'sirigaita'. O uso desse apelido, que se encaixa perfeitamente em sua imagem pública, parece ter se tornado uma marca de sua trajetória política, mesmo em um momento em que sua relevância pode estar em declínio.

Para uma política que enfrenta desafios em sua base eleitoral, o apelido poderia ser visto como um consolo. Ele se ajusta de maneira quase perfeita à sua imagem, proporcionando um toque de ironia e reflexão sobre o papel que os epítetos desempenham nas relações políticas atuais.

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