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Mercadante destaca a importância do Estado na proteção econômica diante da crise do petróleo

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enfatizou a necessidade de o Estado amortecer os impactos da alta do petróleo sobre a economia brasileira. Ele alertou que o Brasil deve se proteger do choque internacional e criticou o modelo atual de refino no país.

Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ressaltou que a função do Estado é mitigar os efeitos da alta dos preços do petróleo na economia do Brasil. Em uma entrevista ao Canal Livre, da Band, ele questionou: "Quem não está se protegendo desse choque do petróleo?", referindo-se às estratégias necessárias para conter os custos da gasolina e do diesel.

Mercadante também falou sobre o Potencial da Margem Equatorial, afirmando que sua capacidade é comparável à do pré-sal. No entanto, ele indicou que ainda não há previsão para o início das operações na região, uma vez que as perfurações estão em andamento e envolvem altos custos.

Recentemente, o preço do petróleo Brent alcançou a marca de US$ 110, em meio a tensões elevadas entre os EUA e o Irã. Essa situação gera preocupação e destaca a importância de se preparar para as flutuações do mercado internacional, especialmente no que diz respeito ao setor de combustíveis.

Em relação à Petrobras, Mercadante afirmou que a empresa deve equilibrar a remuneração de seus investidores com suas responsabilidades em um cenário geopolítico conturbado. "Estamos vivendo uma turbulência que o governo tem que mediar e proteger a produção, o emprego e o desenvolvimento. Esse é o Papel do Estado e a Petrobras deve ajudar", declarou o presidente do BNDES.

Ele também mencionou que o Brasil apresenta uma resiliência maior frente à crise do petróleo, devido à exploração do pré-sal, ao uso de etanol e à estrutura da Petrobras. "Nós estamos ganhando dinheiro com a crise do petróleo", ressaltou.

Entretanto, Mercadante criticou o modelo de refino em vigor no Brasil, afirmando que o país "exporta óleo bruto para importar óleo refinado", o que compromete sua capacidade de amortecer choques externos relacionados aos combustíveis.

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