Os preços das casas novas na China apresentaram uma queda de 0,1% em abril comparado a março, marcando a retração mais suave desde abril do ano passado. Em termos anuais, a diminuição foi de 3,5%, o que levanta expectativas sobre a possibilidade de que a crise imobiliária no país tenha atingido seu ponto mais baixo.
De acordo com informações do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS), os preços das casas de revenda, que sofrem menos influência de intervenções governamentais, caíram 0,23%, sendo esta a queda mensal mais lenta desde março de 2025. O desempenho geral foi influenciado pela valorização dos imóveis usados em cidades de primeiro nível, destacando-se o aumento de 0,7% em Xangai, seguido por incrementos de 0,4% em Pequim e 0,3% em Shenzhen, enquanto Guangzhou registrou uma alta de 0,2%.
Wang Zhonghua, estatístico-chefe da divisão urbana do NBS, afirmou que em cidades de segundo e terceiro escalão as quedas mensais se tornaram menos acentuadas ou permaneceram estáveis em relação ao mês anterior. Ele também mencionou um aumento no número de cidades onde os preços de propriedades residenciais recém-construídas subiram ou se mantiveram estáveis em abril, em comparação a março.
No mercado primário, 21 cidades registraram estabilidade ou aumento nos preços em abril, um crescimento em relação às 16 cidades que apresentaram essa situação em março. No mercado secundário, 16 cidades mostraram crescimento, uma leve diminuição em relação às 17 cidades que haviam registrado alta no mês anterior.
A redução no ritmo de queda mensal, impulsionada principalmente pelos preços mais firmes nas grandes cidades, gera otimismo entre investidores e proprietários de imóveis em relação à recuperação do setor imobiliário. Esse setor, que em seu auge representava cerca de 25% da economia, enfrenta uma recessão prolongada que afeta o consumo interno e impacta a riqueza das famílias.

