O ministro Flávio Dino, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou em suas redes sociais que foi alvo de uma ameaça de morte feita por uma funcionária de uma companhia aérea. O incidente ocorreu na manhã desta segunda-feira (18), em um aeroporto de São Paulo, onde, , a funcionária manifestou a um agente da polícia judicial sua vontade de xingá-lo, afirmando em seguida que seria "melhor matar do que xingar".
Dino relatou que a funcionária, ao ver um cartão de embarque com seu nome, expressou essa intenção. Ele destacou que como não se conhecem, a atitude da funcionária parece derivar de sua atuação no STF. O ministro enfatizou que um cidadão não deve temer agressões por parte de funcionários ao consumir serviços ou produtos, alertando que, embora possa ter sido um caso isolado, a situação pode se agravar com o avanço do calendário eleitoral.
O ministro também expressou preocupação com a possibilidade de que esse tipo de conduta se torne comum entre profissionais que trabalham diretamente com o público, especialmente nas áreas de segurança e transporte. Essa declaração vem em um contexto de crescente tensão política, especialmente com a proximidade das eleições gerais.
Em resposta à situação, o presidente do STF, Edson Fachin, manifestou sua solidariedade a Dino, condenando a ameaça. Fachin ressaltou a importância de reafirmar os valores de civilidade, tolerância e paz social, destacando a necessidade de um ambiente democrático onde as diferenças possam ser respeitadas.
A denúncia de Flávio Dino surge em um momento em que o STF enfrenta um dos maiores níveis de rejeição popular de sua história, conforme apontam pesquisas recentes. Esse cenário de descontentamento é agravado por embates com o Congresso, especialmente em relação à suspensão da Lei da Dosimetria e decisões polêmicas de Alexandre de Moraes.
A hostilidade direcionada aos ministros do STF tem se manifestado em várias formas, incluindo manifestações públicas e nas redes sociais, evidenciando um clima de tensão que pode refletir a polarização política no país. Apesar do ocorrido, Dino afirmou que não pretende expor a funcionária envolvida, utilizando o episódio como um alerta sobre o contexto político e social do Brasil a poucos meses das eleições.

