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Atualizações remotas em EVs geram controvérsia e reduzem autonomia

A prática de 'travamento da bateria' em veículos elétricos na China provoca descontentamento entre usuários, que relatam diminuição significativa na autonomia após atualizações OTA. As novas normas do Ministério da Indústria visam proteger os consumidores.

A recente prática conhecida como battery locking, traduzida como 'travamento da bateria', tem gerado polêmica entre consumidores de carros elétricos na China. Essa controvérsia surgiu após a implementação de atualizações remotas, ou over-the-air (OTA), que alegadamente reduziram a autonomia de alguns modelos de veículos elétricos.

Motoristas relataram que modelos que anteriormente conseguiam percorrer cerca de 500 km no ciclo CLTC passaram a ter uma autonomia real inferior a 300 km, uma mudança que muitos atribuem ao sistema de battery locking. Essa tecnologia teria limitado os parâmetros de gerenciamento da bateria sem qualquer aviso aos proprietários.

Além da diminuição na autonomia, os usuários notaram um aumento considerável no tempo necessário para recarga rápida. Enquanto antes o processo de carregamento levava aproximadamente 40 minutos, após as atualizações, esse tempo se estendeu para cerca de 70 minutos, causando ainda mais insatisfação entre os motoristas.

Em resposta às queixas, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China endureceu as regulamentações relacionadas às atualizações remotas. Foram estabelecidas as “quatro proibições do OTA”, que proíbem práticas como bloqueios de bateria não divulgados e atualizações forçadas sem consentimento.

Especialistas jurídicos alertam que modificar parâmetros de veículos sem a autorização dos proprietários pode levantar questões relativas à propriedade, proteção ao consumidor e privacidade de dados. Assim, recomenda-se que os donos de veículos desativem atualizações automáticas, mantenham um registro das recargas e realizem inspeções independentes para garantir a integridade de seus carros.

Vale lembrar que a viabilidade das atualizações remotas é possibilitada pela evolução do chipset digital nos veículos, uma inovação que promete transformar a experiência de condução e conectividade no futuro.

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