O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, foi designado como relator de uma ação apresentada pela coordenação jurídica da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). A ação questiona a pesquisa realizada pela AtlasIntel/Bloomberg, que foi divulgada no dia 19 de maio de 2026.
A controvérsia em torno do levantamento se intensificou após a AtlasIntel ter exibido um áudio da conversa entre Flávio e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, aos entrevistados. O questionário aplicado não contemplou a justificativa do senador sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, nem sua explicação de que não houve contrapartida. A falta de contexto completo na exibição do áudio é um dos pontos levantados pelo jurídico de Flávio.
A defesa do senador argumenta que a sequência das perguntas e a maneira como os temas foram apresentados, além das associações entre Flávio, Vorcaro e o Banco Master, comprometem a imparcialidade da pesquisa e podem influenciar as respostas dos participantes. Com isso, a ação protocolada no TSE contesta a metodologia utilizada pela Atlas, sustentando que o questionário foi elaborado para induzir uma percepção negativa sobre o pré-candidato.
Além de solicitar a suspensão da divulgação da pesquisa, a defesa classifica a situação como um “precedente manipulativo grave”. A representação ainda menciona que o levantamento não respeitou a neutralidade esperada em pesquisas eleitorais que visam a divulgação pública.
A iniciativa da equipe jurídica de Flávio Bolsonaro ocorreu após uma denúncia feita pelo jornalista Claudio Dantas. O pedido também destaca que o questionário não se restringiu a medir a opinião dos eleitores, mas incluiu elementos que poderiam influenciar a percepção dos entrevistados antes das perguntas relacionadas à imagem, rejeição e viabilidade eleitoral.
A representação apresenta ainda um pedido de apuração de possíveis crimes eleitorais, considerando o que a defesa classifica como risco de divulgação de uma pesquisa fraudulenta. A pré-campanha de Flávio Bolsonaro defende que as pesquisas eleitorais devem seguir critérios técnicos de transparência, equilíbrio e imparcialidade, evitando que se tornem ferramentas de direcionamento da opinião pública.

