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Itaú encerra contas de Deolane Bezerra após detectar movimentações irregulares

O banco Itaú decidiu encerrar todas as contas de Deolane Bezerra, familiares e empresas ligadas a ela, devido a movimentações financeiras suspeitas. A medida foi tomada em janeiro de 2024 e ocorreu após investigações da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo.

O Itaú tomou a decisão de encerrar as contas bancárias da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, bem como das pessoas e empresas associadas a ela, em resposta a uma série de movimentações financeiras consideradas suspeitas. O fechamento das contas foi classificado pelo banco como um "ecossistema de movimentações suspeitas" e ocorreu em janeiro de 2024, após análises internas que indicaram operações incompatíveis com os padrões normais.

A medida se deu em meio a uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, que resultou na prisão de Deolane no dia 21 de janeiro de 2024. A prisão está ligada a um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante as investigações, um episódio foi destacado: a tentativa de saque de R$ 1 milhão em espécie pela irmã de Deolane, Dayanne Bezerra Santos, em novembro de 2023, que foi barrada pelo banco. A partir desse evento, o Itaú iniciou um monitoramento mais rigoroso das contas da família.

A investigação revelou que operações semelhantes estavam se tornando frequentes nas contas associadas à influenciadora. Como resultado, o banco decidiu encerrar os vínculos bancários até janeiro de 2026. A decisão foi contestada por Deolane na Justiça, mas a primeira instância manteve a posição do banco, afirmando que havia "causas concretas" para o encerramento.

Em uma nota, o Itaú ressaltou que não pode comentar casos específicos devido às normas de sigilo bancário, mas reafirmou que possui rígidos controles para prevenir a lavagem de dinheiro. Por outro lado, a Defesa de Deolane não se manifestou de forma oficial sobre as questões levantadas pela imprensa.

Os advogados da influenciadora, em nota divulgada nas redes sociais, defenderam a inocência de Deolane e chamaram a prisão preventiva de "desproporcional". Eles garantiram que a influenciadora continuará colaborando com as investigações e destacaram que suas atividades são lícitas.

A Operação Vérnix, que culminou na prisão de Deolane, foi desencadeada após a apreensão de bilhetes em uma penitenciária de Presidente Venceslau (SP), que mencionavam uma "mulher da transportadora" supostamente envolvida em ajudar integrantes da facção criminosa. A apuração identificou o uso de uma empresa de logística como fachada para movimentar recursos relacionados ao PCC.

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