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Ministro da Fazenda destaca paciência do Brasil frente a tarifas dos EUA em contraste com a

O ministro Dario Durigan ressaltou a postura do Brasil diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, contrastando com a reação da Europa e enfatizando a importância da soberania nacional nas negociações internacionais.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, abordou as ações do Brasil em resposta às tarifas elevadas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos, em entrevista à revista francesa Le Grand Continent. Durante sua visita a Paris, onde participou da Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do G7, Durigan destacou que o Brasil optou por não retaliar os EUA. Ele afirmou que o país manteve uma posição firme, negando qualquer tipo de interferência.

O ministro recordou que o Brasil enfrentou tarifas de 50%, compostas por um imposto de 10% aplicado globalmente e mais 40% adicionais. “O que Lula disse a Trump e aos outros líderes na época foi que o Brasil tinha um déficit comercial com os Estados Unidos, assim como eles têm com a China. Se seguirmos essa lógica, deveríamos ter imposto tarifas sobre as importações americanas no Brasil”, explicou Durigan, ressaltando que, apesar de importações a preços elevados, o Brasil não adotou uma postura hostil.

Durigan também indicou que a diferença na reação do Brasil em comparação à Europa se dá pela paciência demonstrada em lidar com o presidente Donald Trump. Ele observou que, embora tenham contestado a decisão de tarifas, o Brasil se posicionou como um país soberano que não merecia tal tratamento, ao contrário da Europa, que fez uma resposta mais abrupta ao tentar chegar rapidamente a um acordo com os EUA.

Além disso, o ministro comentou sobre as relações do Brasil com a China e a Europa, afirmando que o país não possui preconceitos e busca boas relações com todos, mas não deseja que produtos manufaturados inundem o mercado brasileiro. Ele também destacou a prioridade em manter a soberania, evitando repetir erros do passado ao exportar apenas matérias-primas não processadas.

Durigan enfatizou a intenção de elevar a cadeia de valor e industrializar os minerais críticos do Brasil, evitando a dependência de exportações de commodities como minério de ferro, soja e cana-de-açúcar, que podem resultar em aumento de preços para os consumidores, como no caso do café expresso. O ministro ainda ressaltou a posição estratégica do Brasil, que investe em energia limpa e biocombustíveis, em um cenário global marcado por incertezas, especialmente devido à guerra no Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz.

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