Os auxiliares do senador Flávio Bolsonaro, do PL, estão otimistas quanto a uma possível "decantação" da crise que permeia sua campanha à presidência. A avaliação é de que a repercussão negativa relacionada ao banqueiro Daniel Vorcaro deverá diminuir nos próximos dias, permitindo que a campanha retome o foco em outras questões.
Com essa expectativa, Flávio Bolsonaro busca recuperar os pontos perdidos nas pesquisas eleitorais. Recentemente, os dados mostraram uma queda em sua popularidade, com uma diferença considerável em relação ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
Interlocutores da campanha de Flávio afirmam que a estratégia inclui reforçar ações e agendas que dialogam diretamente com a base bolsonarista. Nesse contexto, a reunião do pré-candidato com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, é vista como uma jogada positiva que pode gerar um impacto favorável.
A confiança na estabilização da campanha aumenta à medida que se acredita que o caso Vorcaro não dominará mais o noticiário político nas semanas seguintes. Isso é considerado essencial para que Flávio possa avançar após os recentes desafios enfrentados.
Em relação ao desempenho nas pesquisas, um levantamento do instituto Nexus, em parceria com o banco BTG Pactual, revelou que Lula continua liderando as intenções de voto. No primeiro turno das eleições presidenciais, realizado em 4 de outubro, o presidente acumula entre 41% e 40% das intenções, enquanto Flávio aparece em segundo lugar, com 35%.
Além disso, na simulação para um possível segundo turno, Lula mantém a liderança com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio marca 43%. O petista obteve um avanço de um ponto percentual em comparação com a pesquisa anterior, enquanto Flávio registrou uma queda de dois pontos percentuais. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o que indica que ambos os candidatos estão tecnicamente empatados.

