O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou sua gratidão ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado, Marco Rubio, nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, após o governo americano anunciar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como "Terroristas Globais Especialmente Designados". A declaração foi feita em um vídeo divulgado nas redes sociais logo após o comunicado oficial do Departamento de Estado dos EUA.
Na gravação, o parlamentar criticou o governo Lula, afirmando que este teria feito “lobby” em favor das facções criminosas. "Enquanto Lula foi de joelhos atrás do Trump fazer lobby a favor de CV e PCC, eu fui trabalhar para que eles fossem tratados como terroristas, que é o que eles são", declarou Flávio Bolsonaro.
Além disso, o senador mencionou que sua recente viagem aos Estados Unidos resultou em avanços na área de segurança pública e acusou o governo atual de ser conivente com o crime organizado. "Um governo que não controla o seu próprio território e não controla nem as cadeias é porque é conivente com o crime organizado", afirmou.
Flávio Bolsonaro também fez menção direta ao presidente americano e ao secretário de Estado, agradecendo pela rápida resposta ao seu pedido em nome do povo brasileiro. O Departamento de Estado dos EUA, em seu comunicado, destacou a inclusão das duas facções na lista de grupos considerados ameaças à segurança internacional, com a intenção de oficializar a designação do PCC e do CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) a partir de 5 de junho de 2026.
Essa medida irá ampliar as sanções financeiras e as restrições internacionais contra membros e colaboradores das organizações, incluindo o bloqueio de bens sob jurisdição americana e limitações migratórias. De acordo com o governo americano, essas facções estão entre os grupos criminosos mais violentos do Brasil, com atividades ligadas ao tráfico de drogas e a ataques contra autoridades.
No dia anterior, 27 de maio, Flávio Bolsonaro participou de reuniões na Casa Branca com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e com Marco Rubio. Durante esses encontros, o pedido para que PCC e CV fossem reconhecidos como organizações terroristas foi um dos principais tópicos discutidos. O senador estava acompanhado do irmão, ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e do comentarista Paulo Figueiredo.

