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Openai implementa apuração em tempo real para eleições brasileiras de 2026

Com foco no combate à desinformação, a OpenAI anunciou que o ChatGPT será utilizado para a apuração de votos em tempo real nas eleições de 2026 no Brasil, em parceria com a agência Associated Press.

A OpenAI, responsável pelo desenvolvimento do ChatGPT, revelou um conjunto de iniciativas voltadas ao combate à desinformação durante as eleições de 2026 no Brasil e Nos Estados Unidos. O anúncio foi feito na última quarta-feira (27) e inclui a implementação de apuração de votos em tempo real.

O objetivo dessa estratégia é introduzir recursos tecnológicos que ajudem a reduzir a propagação de fake news e deepfakes em um ano considerado crítico para a integridade das democracias ocidentais. A ação surge em resposta a uma crescente pressão de autoridades globais em relação ao uso inadequado de tecnologias que podem influenciar debates eleitorais.

No Brasil, o uso de ferramentas sintéticas já tem gerado disputas e ações judiciais. Um levantamento do Observatório das Eleições, realizado entre janeiro de 2025 e abril de 2026, apontou a existência de 18 avatares criados artificialmente que se apresentavam como influenciadores e comentaristas políticos. Dessa amostra, 61% não informavam aos usuários sobre a natureza sintética do conteúdo de áudio ou vídeo, atuando de forma dissimulada e contribuindo para a disseminação de informações enganosas sobre instituições democráticas.

A principal inovação proposta pela OpenAI para as noites de votação será a exibição de resultados da apuração de votos em tempo real na interface do ChatGPT. A plataforma utilizará o monitoramento da agência Associated Press (AP) como referência oficial, permitindo que os usuários façam consultas sobre as contagens de votos.

Além de fornecer dados estatísticos sobre o pleito, o assistente virtual também se concentrará em oferecer informações práticas, como prazos, locais de votação e orientações sobre procedimentos de registro. O uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais Nos Estados Unidos está sujeito a tarefas organizacionais que devem ser supervisionadas por humanos, incluindo traduções e planejamento de agendas.

Para atender às exigências das regras eleitorais brasileiras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o chatbot passou por ajustes em suas diretrizes de neutralidade. O algoritmo foi programado para evitar recomendações diretas de votos ou comparações entre candidatos, garantindo que sua operação esteja alinhada com as normas da justiça eleitoral.

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