No dia 2 de junho de 2026, a deputada federal Carol De Toni, do PL de Santa Catarina, protocolou novos pedidos de impeachment contra quatro ministros do governo Lula, acusando-os de não cumprirem o prazo constitucional para responder a requerimentos de informação enviados por parlamentares da oposição. Essa iniciativa ocorreu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter arquivado, em fevereiro, um conjunto semelhante de pedidos que envolviam 16 ministros.
Os ministros alvo dessa nova ação são Luiz Marinho, titular do Ministério do Trabalho e Emprego; Margareth Menezes, responsável pela Cultura; Sidônio Palmeira, que atua na Secretaria de Comunicação Social; e Vinicius Marques de Carvalho, da Controladoria-Geral da União (CGU). Além deles, também foi incluído um pedido de impeachment contra Anielle Franco, ex-ministra da Igualdade Racial, pelo mesmo motivo de descumprimento de prazos.
Em fevereiro, De Toni e outros membros da oposição já haviam protocolado pedidos de impeachment em relação a Sidônio, Vinicius e outros 14 ministros, argumentando que eles não haviam respondido dentro do prazo legal a requerimentos enviados pelo Congresso. A Constituição Brasileira determina um prazo de 30 dias para que essas informações sejam prestadas e estabelece que o não cumprimento pode ser considerado crime de responsabilidade.
No entanto, a PGR decidiu arquivar os pedidos, afirmando que o atraso, por si só, não caracteriza crime de responsabilidade. O órgão ressaltou a necessidade de comprovar três condições simultâneas: o envio regular do requerimento pela Câmara, Senado ou comissão competente; um atraso injustificado na resposta; e indícios de conduta dolosa, que evidenciem a intenção de ocultar informações. A PGR também indicou que o envio tardio das respostas poderia afastar a caracterização do crime.
De Toni destacou que os novos pedidos de impeachment foram elaborados com base nos critérios que a própria PGR utilizou ao arquivar a primeira leva de representações. Em um vídeo nas redes sociais, a deputada questionou o público sobre as consequências do não envio da declaração de Imposto de Renda, afirmando que o governo Lula estaria atrasando há mais de 7 mil dias as respostas a pedidos feitos por representantes do povo.
A parlamentar enfatizou a necessidade de responsabilizar os ministros, ressaltando que a lei deve ser aplicada a todos, independentemente de suas posições. "Já passou da hora de a gente enquadrar todo mundo dentro da lei, porque a lei não deve valer só pra uns e não para outros", concluiu De Toni, reiterando que todos os ministros são servidores do povo e, portanto, devem prestar contas de suas ações.

