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Avaliação negativa do STF permanece alta entre brasileiros, aponta pesquisa

Uma pesquisa revelou que 46% dos brasileiros consideram o trabalho do STF como ruim ou péssimo, apesar de uma leve queda em relação a levantamento anterior. Apenas 15% avaliaram a atuação como boa ou ótima.

Uma pesquisa realizada entre os dias 30 de maio e 1º de junho pelo portal Poder360 indica que 46% dos brasileiros veem a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como "ruim" ou "péssima". Esse percentual representa uma diminuição de seis pontos em comparação ao levantamento anterior, que registrou 52%, o maior índice desde 2021.

Apesar da queda na avaliação negativa, a percepção desfavorável do STF ainda predomina. Apenas 15% dos entrevistados classificaram a atuação da Corte como "boa" ou "ótima", o que representa um aumento de seis pontos em relação a dois meses atrás. Outros 27% consideram o desempenho do STF "regular", enquanto 12% optaram por não responder.

Os dados da pesquisa mostram que a desaprovação em relação ao Supremo é mais de três vezes superior ao número de avaliações positivas. Nos últimos anos, a Corte tem ganhado um papel cada vez mais destacado em questões políticas e institucionais, o que ampliou sua visibilidade perante a sociedade.

Entre os assuntos mais debatidos estão as decisões relacionadas ao inquérito das fake news, a remoção de conteúdos em plataformas digitais, o bloqueio de perfis e as investigações envolvendo influenciadores e comunicadores que têm vínculos com a direita.

A relação entre o STF e o Congresso Nacional tem sido marcada por frequentes conflitos. Parlamentares têm apresentado propostas para restringir decisões monocráticas dos ministros e discutido, em diversas ocasiões, pedidos de impeachment contra alguns membros da Corte. Esse clima de confronto institucional mantém o Supremo no centro das discussões políticas e aumenta o escrutínio sobre as ações dos magistrados.

Outro tópico que está em pauta é a proposta de criação de um código de ética para os ministros do STF, defendida pelo presidente da Corte, Edson Fachin. No entanto, essa sugestão enfrenta resistência entre os integrantes do tribunal e ainda não avançou. Analistas acreditam que essa medida é uma tentativa de responder a críticas relacionadas à transparência e à conduta dos magistrados.

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