O ex-governador Wilson Witzel oficializou nesta segunda-feira (8) sua pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro, pelo Partido Democrata. O anúncio marca seu retorno ao cenário político após cinco anos de inelegibilidade, resultado do impeachment que o afastou do cargo em 2021.
Em seu discurso, Witzel expressou sua intenção de retomar a disputa eleitoral, afirmando que não foi derrotado apesar das adversidades. "Eles me derrubaram, mas não me quebraram. Hoje, oficializamos a minha pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido Democrata. Não por vaidade, mas porque o povo fluminense merece mais do que medo, abandono e omissão", declarou.
O ex-governador enfatizou a segurança pública como uma de suas principais propostas, defendendo uma política de endurecimento contra o crime organizado. Ele mencionou a implementação de uma política de "tolerância zero" e classificou criminosos armados com fuzis como terroristas. Além disso, Witzel propôs a criação de uma Secretaria Estadual da Capelania como parte de sua agenda.
Witzel também criticou o processo de impeachment que resultou em sua saída do governo, considerando-o uma tentativa de silenciamento político. "O sistema tentou me calar. Mas juiz conhece a lei. Militar conhece a missão. E Deus conhece o meu coração. Estamos de volta. E desta vez, o Rio não vai nos parar no meio do caminho", afirmou.
O ex-governador foi afastado definitivamente em abril de 2021, após o Tribunal Especial Misto decidir sobre o impeachment. Ele já havia sido suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça durante investigações sobre supostas irregularidades em contratos na área da saúde durante a pandemia de Covid-19.
As investigações, que foram baseadas na Operação Placebo, da Polícia Federal, contaram com delações de ex-integrantes de sua administração. O ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, firmou um acordo de colaboração, revelando um esquema de desvios que Witzel contestou ao longo do processo.

