A advogada do PL, Maria Claudia Bucchianeri, expressou preocupações nesta terça-feira, 9, sobre a pesquisa realizada pela AtlasIntel/Bloomberg, que revela uma diminuição nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Durante o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bucchianeri apontou falhas metodológicas que, segundo ela, comprometem a credibilidade do estudo.
Bucchianeri destacou que a pesquisa apresenta um “problema fatal” e argumentou que a Justiça Eleitoral não deveria ter aceitado o registro do levantamento. Ela alega que a metodologia utilizada incluiu técnicas de indução nas respostas e que informações cruciais foram omitidas no material apresentado aos entrevistados.
O levantamento, divulgado em maio, se tornou alvo de críticas do PL logo após surgirem informações sobre conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Durante sua sustentação, a advogada mencionou que os participantes da pesquisa foram questionados sobre o Banco Master antes de serem questionados sobre suas percepções sobre Flávio Bolsonaro. "Depois de o pré-candidato do PL ter sido submetido a todo tipo de observação envolvendo o escândalo do Banco Master, pergunto apenas ao final qual é a visão positiva ou negativa sobre ele", afirmou.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, concedeu uma liminar que suspendeu a divulgação da pesquisa, apontando indícios de comprometimento na metodologia da AtlasIntel. Na decisão, o ministro citou elementos que poderiam influenciar a percepção dos entrevistados, como perguntas relacionadas a investigações e conteúdos que poderiam carregar uma carga valorativa negativa.
Além das questões metodológicas, Bucchianeri também criticou o formato online da pesquisa, afirmando que os participantes tinham acesso a perguntas anteriores e posteriores, o que poderia permitir alterações nas respostas ao longo da entrevista. O caso permanece em análise pelos sete ministros do TSE, e a suspensão determinada por Nunes Marques segue em vigor até que o julgamento seja concluído.

