O senador Flávio Bolsonaro (PL) lançou nesta quinta-feira, 18, em São Paulo, o programa de segurança pública intitulado "Brasil Sem Medo". Durante o evento, que marcou o primeiro ato temático de sua pré-campanha, Flávio detalhou um conjunto de 12 propostas que visam priorizar o combate às facções criminosas e fortalecer a atuação das forças de segurança no país.
A apresentação do programa ocorreu na presença do pré-candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP-SP) e do senador Sérgio Moro (PL), que também contribuiu para a formulação das propostas. Vestindo uma camiseta com o nome da iniciativa, Flávio enfatizou que as medidas propostas têm como objetivo principal "botar medo no bandido" e criar um ambiente mais seguro para a população.
Entre as principais diretrizes do plano, destacam-se a construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima e a criação de 500 mil novas vagas no sistema prisional, com a meta de zerar o déficit carcerário em quatro anos, em colaboração com os Estados. O senador também propôs o fim da progressão de regime para aqueles condenados por crimes hediondos, defendendo que a prisão deve ser um espaço de punição, e não de ressocialização.
Flávio Bolsonaro mencionou como referência o modelo prisional adotado em El Salvador pelo presidente Nayib Bukele, que tem sido elogiado por sua abordagem rigorosa ao crime. Além disso, o plano inclui a classificação de facções como o Comando Vermelho e o PCC, além de milícias, como organizações terroristas. Para reforçar a segurança nas fronteiras e portos, especialmente em Santos, a proposta prevê a criação de uma tropa de elite das Forças Armadas.
Outras medidas incluem a implementação de um Sistema Nacional de reconhecimento facial e a utilização de tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores, visando uma tolerância zero para o feminicídio. O plano também sugere aumentar os investimentos federais em segurança pública e redirecionar recursos que atualmente beneficiam famílias de detentos para as famílias das vítimas de crimes.
O senador ainda abordou a necessidade de endurecer as penas para aqueles que furtam, roubam ou comercializam celulares roubados, propondo uma pena inicial quadruplicada para esses delitos. As propostas foram apresentadas como uma resposta à crescente preocupação com a segurança pública no Brasil, especialmente em São Paulo, onde a violência tem sido uma questão central de debate político.

