A divulgação da pesquisa Datafolha neste sábado (20) trouxe resultados inesperados para o Palácio do Planalto e a base governista. Apesar da veiculação de áudios de Flávio Bolsonaro solicitando recursos a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e das operações da Polícia Federal contra aliados do governo, como o senador Jaques Wagner, os números não foram suficientes para comprometer a candidatura do senador da oposição.
No primeiro turno, a pesquisa revela que Lula detém 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 31%, o que representa uma vantagem de 10 pontos percentuais para o atual presidente. Esses índices colocam Lula em uma posição confortável para a etapa inicial da disputa, com apoio superior a 40%. Flávio, por sua vez, mantém um patamar relevante de apoio, embora ainda distante do líder.
Outros candidatos têm apresentado índices de intenção de voto significativamente menores no cenário estimulado. A soma de votos brancos, nulos e indecisos pode influenciar as movimentações políticas futuras, uma vez que este grupo é expressivo e pode alterar o cenário eleitoral.
Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, os resultados mostram o presidente com 47% das intenções, enquanto o candidato da oposição marca 43%. A diferença de apenas 4 pontos percentuais está dentro da margem de erro de 2 pontos, o que coloca o resultado em uma zona de incerteza, aumentando a expectativa sobre a evolução da disputa.
A expectativa do Palácio do Planalto era que as gravações relacionadas ao caso de Daniel Vorcaro provocassem um impacto significativo, capaz de inviabilizar a candidatura de Flávio Bolsonaro. No entanto, os números indicam que essa estratégia não teve o efeito desejado pelo governo, que esperava um resultado devastador para a oposição.
A pesquisa foi realizada com 2.004 eleitores em diversas regiões do país entre os dias 18 e 20 de junho, apresentando uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%. A aprovação do governo Lula permanece em níveis moderados, variando entre 28% e 30%, enquanto a desaprovação supera os 40%.

