O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, não aceitou a vitória de Abelardo de la Espriella nas eleições de domingo (21) e levantou dúvidas sobre a legitimidade do resultado. De la Espriella, que é candidato de direita, derrotou Iván Cepeda, apoiado por Petro, com uma diferença de cerca de 250 mil votos.
Em suas redes sociais, Petro destacou que a proclamação de um vencedor ainda não é possível, citando irregularidades na contagem dos votos. Ele mencionou a falta de assinaturas em boletins de mesários e defendeu a anulação de urnas. "Ainda não se pode saber quem é o presidente e há muitas irregularidades", afirmou, acrescentando que respeita as decisões dos juízes.
O presidente também fez menção a uma suposta intervenção estrangeira no processo eleitoral, afirmando que a nação está "dividida ao meio". Ele ressaltou a necessidade de um acordo nacional para garantir a paz e a estabilidade do país nos próximos anos.
A legislação colombiana prevê duas etapas para a apuração dos votos. A primeira, chamada de "preconteo", é uma contagem preliminar que utiliza as atas das seções eleitorais para estimar os resultados. Na fase inicial, De la Espriella lidera. A segunda fase, o "scrutínio", é considerada o resultado oficial, onde juízes e autoridades eleitorais revisam os documentos e corrigem eventuais inconsistências. A conclusão desse processo está prevista para esta segunda-feira (22).
Iván Cepeda, que não obteve sucesso nas urnas, anunciou que seu partido solicitará a impugnação de 33 mil mesas eleitorais em todo o país. Ele afirmou que juristas que atuaram como observadores identificaram erros nas seções de votação em várias regiões. Cada mesa eleitoral no sistema colombiano pode contabilizar até 300 votos.
"Nossos advogados estão prontos para entrar com a impugnação de 33 mil mesas em todo o território nacional", declarou Cepeda em um pronunciamento, convocando advogados democratas a participarem dos escrutínios em todo o país.

