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Flávio Bolsonaro critica postura do Governo Lula em relação ao crime organizado

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aponta que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva demonstra leniência diante do crime organizado e pede a classificação de facções como terroristas durante evento da CNI.

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, membro do PL, manifestou críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que a atual gestão federal adota uma postura permissiva frente ao crescimento do crime organizado. A declaração foi feita durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizado nesta segunda-feira, 22.

Flávio Bolsonaro destacou que o governo ignora a realidade enfrentada por milhões de brasileiros que vivem sob a influência de grupos criminosos. Ele afirmou que a gestão Lula parece ser cúmplice ao fazer lobby em outros países para impedir que as facções sejam reconhecidas como organizações terroristas. "Um governo que parece parceiro de organizações criminosas faz lobby fora do Brasil para impedir que elas sejam classificadas como terroristas", declarou.

O senador apontou que a presença de facções e milícias em diversas partes do Brasil criou uma estrutura de poder paralelo, restringindo a atuação do Estado e gerando custos adicionais à população. Ele questionou: "Quando Lula vai classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações terroristas?" Flávio ressaltou que essas organizações impõem um regime de medo coletivo, dominando territórios e bloqueando o acesso de serviços essenciais como polícia e ambulâncias.

Além disso, o pré-candidato mencionou a cobrança de taxas ilegais que comerciantes, ambulantes e moradores de áreas dominadas por facções criminosas enfrentam, caracterizando essa prática como uma rotina de terror que afeta a vida cotidiana das pessoas.

Entre as propostas que Flávio apresentou no evento, está a criação de um enquadramento específico para facções criminosas com base na legislação antiterrorismo. Essa medida faria parte de um pacote voltado ao endurecimento penal que poderia ser implementado em um eventual governo da direita a partir de 2027.

Flávio Bolsonaro enfatizou que o plano inclui o fortalecimento das forças de segurança e a defesa das liberdades individuais, com o objetivo de construir uma política de segurança que priorize a proteção das vítimas e a retirada de criminosos das ruas. Ele afirmou: "Nós vamos classificar essas organizações como terroristas".

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