"Para ficar claro: eu não tenho raiva de ninguém", destacou a ex-primeira-dama. Ela explicou que sua intenção era esclarecer uma situação que estava sendo mal interpretada. Michelle ainda pediu que as pessoas não tirassem trechos de contexto, enfatizando a necessidade de união para enfrentar o atual governo. "Não há briga nem competição. Uma nova história será escrita com verdade, clareza e respeito. Fiquem em paz", completou.
A polêmica teve início na quarta-feira, 24, quando Michelle divulgou um vídeo no qual relatou ter se sentido humilhada por Flávio durante uma conversa telefônica. "Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone", afirmou. Michelle afirmou que não havia feito nada que justificasse tal tratamento e que Flávio sugeriu que ela ficasse afastada das decisões do partido, alegando que ela não tinha experiência política.
Em resposta às declarações de Michelle, Flávio Bolsonaro se manifestou na madrugada de quinta-feira, rebatendo as acusações. O senador mencionou um "gesto não correspondido" e afirmou que jamais desrespeitaria ou maltrataria uma mulher, destacando que isso nunca ocorreria com a esposa de seu pai. Ele classificou as divergências como parte de um processo natural.
O desentendimento entre Michelle e Flávio remonta a dezembro do ano anterior, quando surgiram desavenças sobre o direcionamento eleitoral do PL e a postura do partido no Ceará. Michelle expressou críticas ao apoio do diretório estadual à candidatura de Ciro Gomes ao governo local, o que gerou uma resposta pública de Flávio nas redes sociais, onde acusou a madrasta de desrespeitar a vontade do pai, Jair Bolsonaro. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro apoiou a posição do irmão na ocasião.

