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Atleta argentino clama por ajuda para localizar família após terremoto na Venezuela

Lucas Trejo, zagueiro do Sport Club Marítimo, busca informações sobre sua companheira e filhos desaparecidos após desabamento de prédio em Praia Grande. Terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a região.

O zagueiro argentino Lucas Trejo, que defende o Sport Club Marítimo de La Guaira, está em busca de sua família, que desapareceu após um forte terremoto que atingiu a Venezuela. Em uma publicação realizada nesta quinta-feira (25), Trejo revelou que não tem notícias de sua companheira, Yanina Maranella, e de seus filhos, Aarón Trejo Maranella e Ainhoa Trejo Maranella, desde que o prédio em que moravam desabou na cidade de Praia Grande.

"Nosso edifício em Praia Grande caiu, não sei nada da minha família, por favor orem por eles e difundam esta mensagem para alguém que possa tê-los visto", escreveu o atleta de 38 anos. Ele expressou esperança de que seus familiares não estivessem no local no momento do colapso, que foi causado por um terremoto considerado o mais devastador na região em um século.

No momento dos tremores, Lucas Trejo se encontrava Em Caracas, onde se preparava para estrear na Copa Venezuela. O jogo, que estava agendado para a noite de quarta-feira (24) no estádio Brígido Iriarte, foi suspenso devido à tragédia. O primeiro terremoto, com magnitude de 7,2, teve seu epicentro a 21 quilômetros a oeste de Morón, e foi seguido por um segundo tremor de 7,5, quase um minuto depois, conforme informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Esses eventos sísmicos foram os mais intensos registrados na Venezuela nos últimos 100 anos, com pelo menos 20 réplicas sentidas nas horas subsequentes. Os tremores foram percebidos em países vizinhos, como Colômbia e Brasil, especialmente nos estados do Amazonas, Amapá, Pará e Roraima, onde também houve evacuções de prédios em cidades como Belém e Macapá por precaução.

A região de La Guaíra, onde Praia Grande está localizada, foi uma das mais afetadas. Além disso, a capital venezuelana enfrentou cortes de eletricidade e problemas de comunicação, dificultando a busca por informações sobre os desaparecidos. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal aeroporto do país, foi fechado em razão dos danos causados.

Em Caracas, os serviços de metrô e gás natural foram interrompidos, e as aulas foram suspensas, com algumas escolas se transformando em abrigos e centros de doações para os afetados. Mais de 500 equipes de resgate estão mobilizadas desde a quinta-feira (25) para procurar sobreviventes nos escombros das áreas atingidas.

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