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Governo Lula libera R$ 18 bilhões em emendas parlamentares, superando exigência da LDO

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva ultrapassou o mínimo estipulado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, desembolsando R$ 18 bilhões em emendas impositivas até a última sexta-feira, 26.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que já pagou R$ 18 bilhões em emendas impositivas, superando em R$ 567 milhões o valor mínimo exigido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O piso estabelecido pela LDO para o pagamento das emendas era de R$ 17,5 bilhões, valor que deveria ser cumprido até a próxima terça-feira, 30.

A maior parte dos recursos liberados foi destinada ao setor de saúde, que recebeu R$ 434 milhões, enquanto a assistência social obteve R$ 133 milhões. Considerando todas as modalidades de emendas parlamentares, como as de bancada e de comissão, o total de recursos liberados pelo governo para o ano de 2026 chega a R$ 21,9 bilhões.

Esse pagamento de emendas ocorre em um contexto de intensa articulação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. A liberação dos recursos é uma estratégia do Executivo para manter o diálogo com deputados e senadores, visando garantir apoio em pautas que são consideradas prioritárias para o governo.

A relevância desse movimento é ainda maior frente às discussões sobre propostas que impactam as finanças públicas e à necessidade de formar uma maioria no Congresso para a aprovação de medidas econômicas fundamentais.

Nos últimos meses, as relações entre o Executivo e o Legislativo foram marcadas por negociações complexas, com divergências em torno de projetos que a equipe econômica classificou como "pautas-bomba". Além disso, a relação se deteriorou em razão do impasse entre Luiz Inácio Lula da Silva e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, sobre a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, que foi rejeitada pelo plenário do Senado.

Nesse cenário, a execução das emendas parlamentares se tornou um aspecto ainda mais crucial nas tratativas entre os dois Poderes.

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