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Inquérito da PCDF inocenta Jair Bolsonaro em caso de arma apreendida

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que Jair Bolsonaro não cometeu crime relacionado à posse de uma pistola apreendida durante uma blitz. O sargento ESTÁCIO LEITE foi indiciado por porte ilegal.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) finalizou, nesta quinta-feira (1º), o inquérito sobre a pistola apreendida com um membro do GSI durante uma operação da Polícia Militar em Taguatinga. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não será indiciado, uma vez que a investigação não encontrou elementos que configurassem a posse ilegal da arma de fogo de uso restrito. O único indiciado no caso é o sargento ESTÁCIO LEITE da SILVA FILHO.

O relatório da PCDF foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no contexto da execução penal de Bolsonaro. A pistola, um modelo Glock de calibre 9 mm, possuía um registro válido, confirmado pelo Exército Brasileiro, e não havia restrições que impedissem o ex-presidente de mantê-la em sua residência. Além disso, um laudo pericial atestou que a arma estava apta para disparos em série.

Após análise do caso, o delegado Thiago Boeing concluiu que Bolsonaro mantinha a pistola devidamente registrada. Ele ressaltou a ausência de materialidade e conduta dolosa que caracterizassem o crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. O delegado também observou que, durante os mandados de busca e apreensão anteriores, a arma não foi confiscada, e não havia qualquer restrição em seu registro.

Em seu depoimento, Bolsonaro explicou que possuía o registro regular da pistola por ser capitão do Exército Brasileiro. Ele mencionou que, durante uma operação da Polícia Federal, todas as armas foram recolhidas, mas pediu ao delegado que uma delas permanecesse em sua residência, justificando que morava com mulheres e precisava do armamento para a defesa do imóvel. O ex-presidente afirmou que, após uma conversa telefônica, o delegado autorizou a devolução da arma.

Bolsonaro também relatou que a pistola ficou em sua residência até 15 de junho, quando ele notou uma falha no armamento e pediu ao sargento ESTÁCIO LEITE, parte de sua equipe de segurança, que verificasse o problema. Durante uma blitz da PMDF, a pistola foi encontrada no veículo do sargento, que apresentou apenas uma fotografia do registro da arma.

Para a PCDF, embora ESTÁCIO tivesse porte funcional, ele transportava uma arma registrada em nome de outra pessoa, sem a autorização do proprietário e em desacordo com o Estatuto do Desarmamento. Por essa razão, ele foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

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