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Flávio Bolsonaro solicita suspensão de tarifas sobre produtos brasileiros aos EUA

O senador Flávio Bolsonaro protocolou um pedido ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, solicitando a suspensão da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Ele argumenta que a medida beneficiaria politicamente o governo Lula e teria impactos negativos para a economia americana.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou, no dia 1º de julho de 2026, um pedido ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) visando a suspensão ou adiamento da tarifa de 25% imposta sobre produtos brasileiros. Em sua manifestação, ele argumenta que essa medida poderia ter efeitos contrários aos interesses de Washington, fortalecendo politicamente o presidente Lula (PT) e provocando repercussões desfavoráveis para a economia dos Estados Unidos.

Essa solicitação foi feita no contexto de uma investigação conduzida pelo USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que avalia políticas brasileiras relacionadas a comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol, tarifas comerciais e questões de desmatamento.

No documento, Flávio se posiciona como pré-candidato do PL à Presidência da República e menciona ter discutido a situação recentemente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), e com o secretário de Estado, Marco Rubio. Além disso, o senador está agendado para participar de uma audiência pública promovida pelo USTR na próxima segunda-feira (7), em Washington, onde pretende buscar uma solução negociada para a questão comercial entre os dois países.

Ao defender a suspensão da tarifa, o senador salienta que a imposição dessa taxa resultaria na concessão de uma vitória política ao governo brasileiro, o que seria contraproducente. Ele argumenta que as tarifas prejudicariam não apenas a economia americana, mas também os brasileiros que almejam uma relação mais produtiva com os Estados Unidos. "As tarifas propostas dariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem buscando", afirmou.

Flávio Bolsonaro destaca que o governo Lula tem explorado o conflito com os Estados Unidos para reforçar sua imagem política, alegando que isso poderia resultar em dividendos eleitorais. O senador argumenta ainda que a sobretaxa prejudicaria os interesses dos Estados Unidos, uma vez que o país mantém um superávit comercial em relação ao Brasil e que empresas norte-americanas são grandes investidoras no Brasil.

Por fim, o senador sugere que, caso o governo americano identifique ações passíveis de punição por parte das autoridades brasileiras, a resposta mais apropriada seria a implementação de sanções específicas, como restrições de visto e medidas financeiras individuais, ao invés de aplicar tarifas generalizadas que afetariam a economia de ambos os países. Ele conclui que "uma tarifa de 25% sobre praticamente toda a economia brasileira não atinge os responsáveis, mas sim exportadores, importadores e consumidores de ambos os lados".

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