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Polícia Federal realiza BUSCA e APREENSÃO na casa de Jair Bolsonaro

Na manhã de 08 de julho de 2026, a Polícia Federal cumpriu um mandado na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro para verificar a presença de armamentos. A operação foi autorizada pelo Ministro Alexandre de Moraes do STF.

Na manhã do dia 08 de julho de 2026, às 09h44, a Polícia Federal (PF) executou uma operação de BUSCA e APREENSÃO na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL. O objetivo da ação foi verificar a existência de armas, munições, acessórios e documentos de registro. A autorização para a diligência partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Após o cumprimento do mandado, a defesa de Bolsonaro divulgou em suas redes sociais que nenhum item foi encontrado ou apreendido pelos agentes. Essa operação ocorreu após o ex-presidente entregar as oito armas que estavam registradas em seu nome, sendo que uma delas havia sido apreendida anteriormente, em junho, durante uma blitz no Distrito Federal, envolvendo um militar que fazia parte da segurança de Bolsonaro. O arsenal foi posteriormente encaminhado à PF pelo Exército.

A BUSCA visava investigar se havia outros armamentos na residência do ex-presidente além daqueles já informados às autoridades. O advogado João Henrique Freitas ressaltou que a defesa havia previamente comunicado a localização das armas. Ele expressou descontentamento com a situação, afirmando: “É lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação.”

No dia 06 de julho, o Exército havia informado à PF sobre a entrega de seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro. Um ofício, assinado pelo tenente-coronel Caio de Vargas Lisboa, comandante do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, indicou que duas armas não estavam sob custódia da corporação: uma pistola Glock de calibre nove milímetros e uma espingarda calibre 12 fabricada pela Maestro Arms Company.

Após este comunicado, a defesa de Bolsonaro esclareceu a situação das duas armas. Conforme os advogados, a pistola é a mesma que foi apreendida durante a blitz no DF e está sob a custódia da Polícia Civil do Distrito Federal. Já a espingarda, segundo a defesa, foi recebida como presente pelo ex-presidente, mas nunca foi retirada e permanece sob a guarda de uma empresa importadora de artigos bélicos localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

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