O presidente Lula (PT) oficializou na última terça-feira (02) sua candidatura à reeleição ao Palácio do Planalto. O lançamento ocorreu durante a Convenção Nacional do PT, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). Em um discurso que durou mais de uma hora, o mandatário não fez menção à dívida pública federal nem à segurança pública, temas que têm gerado preocupação entre a população.
Em um trecho de sua fala, Lula destacou que investir em educação é uma alternativa mais econômica do que os gastos com o sistema prisional. O discurso ocorre em um contexto em que uma pesquisa Nexus/BTG, divulgada na quarta-feira (03), mostrou que a segurança pública é considerada o principal problema do Brasil por 30% dos entrevistados, sendo que entre os eleitores do presidente essa porcentagem sobe para 31%.
No que diz respeito à economia, a situação da dívida bruta do governo geral chegou a 81,9% do PIB em junho, de acordo com informações do Banco Central (BC). Um relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) projeta que esse indicador pode atingir 115% até o ano de 2036, refletindo um cenário desafiador para a gestão fiscal do país.
Lula também afirmou que, aos 80 anos, sente-se fisicamente apto para concorrer novamente à presidência. Ele enfatizou que, caso vença as eleições, não buscará um quinto mandato, afirmando: “Se eu ganhar, são quatro copas. Não vou disputar o penta, porque depois de terminar essa quero tirar férias para aproveitar mais 20 anos”.
O presidente delineou cinco compromissos principais para um possível quarto mandato: a promoção da educação, um programa voltado para idosos, o fortalecimento da indústria de defesa, a exploração de terras raras e minerais críticos como patrimônio nacional, e a transição energética. Ele também mencionou a necessidade de um “Lulinha porreta” em um novo governo, com ênfase na defesa da soberania nacional, ampliação de programas sociais e combate à “extrema direita”.
Caso seja reeleito, Lula se tornará o presidente mais velho a assumir o cargo, completando 81 anos em outubro. Na chapa, Geraldo Alckmin (PSB) será novamente o vice-presidente, marcando a 8ª candidatura de Lula à Presidência.

