A empresária Roberta Luchsinger, que é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, está sendo investigada por ter realizado pagamentos ao ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, apelidado de Marcola. A informação foi divulgada pelo site Poder360 e se refere a repasses financeiros que ocorreram enquanto Marcola ocupava seu cargo no Palácio do Planalto, função que exerceu de janeiro de 2023 até 21 de julho deste ano, data em que foi exonerado pelo presidente.
Os valores transferidos, que somam dezenas de milhares de reais, ainda não têm um montante exato ou a frequência dos pagamentos divulgados publicamente. As informações sobre essas transferências foram obtidas pela Polícia Federal, que investiga a atuação de Roberta Luchsinger em apurações relacionadas a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A confirmação da existência dos repasses foi feita por quatro pessoas que acompanham o caso.
Até o presente momento, não há informações disponíveis sobre qual seria a finalidade desses repasses. A empresária, através de seu advogado, declarou não ter conhecimento sobre o assunto e que planeja se manifestar apenas nos autos do processo em que é citada. O Palácio do Planalto e Marco Aurélio Santana Ribeiro também foram contatados, mas ainda não se pronunciaram sobre a questão.
Roberta Luchsinger é investigada por sua suposta atuação junto a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que está preso desde setembro de 2025. Ela também é mencionada nas investigações por sua relação de amizade com Lulinha. Em maio deste ano, Roberta confirmou que havia apresentado o filho do presidente ao empresário investigado, porém negou qualquer intermediação em negócios entre eles. "Jamais apresentei os dois com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais", afirmou na ocasião.
Além disso, as investigações da Polícia Federal identificaram ao menos seis viagens realizadas por Roberta e Lulinha, com reservas emitidas sob o mesmo código localizador, entre os anos de 2024 e 2025. Para os investigadores, essa informação reforça a proximidade entre os dois. Lulinha, por sua vez, é alvo de três investigações, incluindo uma da Polícia Federal que apura suspeitas de tráfico de influência, mas nega ter cometido qualquer irregularidade. Até agora, não há acusações formais ou condenações contra ele ou Marco Aurélio Santana Ribeiro em relação aos fatos mencionados.

