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Banco Central pode anunciar nova redução da Selic em reunião do Copom

O Comitê de Política Monetária do Banco Central inicia hoje sua reunião com expectativa de corte na taxa Selic, que atualmente é de 14,25% ao ano. A decisão será divulgada na quarta-feira, 5.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza hoje, dia 4, sua quinta reunião do ano de 2026. O mercado financeiro aguarda a possibilidade de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que atualmente se encontra em 14,25% ao ano. Caso essa expectativa se concretize, a taxa passará para 14% ao ano.

A decisão sobre a Selic será tornada pública na quarta-feira, dia 5, após o fechamento do mercado financeiro. As reuniões do Copom ocorrem a cada 45 dias e são divididas em duas partes: no primeiro dia, os membros recebem apresentações técnicas que abordam a economia tanto nacional quanto internacional, além de análises do mercado. No segundo dia, as discussões se concentram na avaliação dos cenários econômicos e na definição da taxa Selic.

Esta reunião acontece um dia depois de o mercado ter revisado para baixo a projeção da Selic para 2026, que passou de 14% para 13,75%, conforme revelado no Boletim Focus, publicado na segunda-feira, dia 3. Esta foi a primeira revisão da expectativa da taxa básica de juros desde março deste ano.

Em encontros anteriores, o Copom já havia sinalizado a intenção de iniciar cortes na Selic. Entretanto, a intensificação do conflito entre os Estados Unidos e o Irã trouxe novas incertezas ao cenário econômico, especialmente em relação aos preços de produtos como combustíveis, o que levou o comitê a adotar uma postura mais cautelosa.

Atualmente, a Selic, fixada em 14,25% ao ano, representa o menor nível da taxa em 2026, após três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual nas reuniões de março, abril e junho. A taxa básica de juros é um parâmetro crucial para a definição das demais taxas da economia e impacta diretamente as negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro, além de ser um dos principais instrumentos do Banco Central para o controle da inflação.

O aumento da Selic tem como objetivo conter a demanda e, consequentemente, a alta de preços, pois juros mais elevados encarecem o crédito e incentivam a poupança, reduzindo a pressão inflacionária. Por outro lado, o aumento da taxa pode limitar o crescimento econômico. Os bancos, ao definirem os juros a serem cobrados dos consumidores, levam em conta fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro, além da própria Selic.

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