O Botafogo alcançou um recorde negativo em sua trajetória nas competições organizadas pela Conmebol. O clube carioca, sob a liderança do técnico Franclim Carvalho, tornou-se o primeiro time brasileiro a sofrer uma derrota por 6 a 1 para um adversário estrangeiro. O jogo ocorreu na última quinta-feira (13), no Estádio Inca Garcilaso de La Vega, em Cusco, onde o Glorioso enfrentou o Cienciano, do Peru, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana.
Antes dessa goleada histórica, as piores derrotas de clubes brasileiros em competições da Conmebol eram registradas com placares de 5 a 0. Entre os exemplos estão o duelo entre Independiente del Valle e Flamengo, na Copa Libertadores de 2020, e a partida entre The Strongest e Athletico-PR, na Libertadores de 2022, ambas realizadas em condições de altitude, nas cidades de Quito e La Paz, respectivamente. Além disso, o América de Cali também havia vencido o Athletico-PR pelo mesmo placar na Libertadores de 2002.
A derrota do Botafogo no Estádio Inca Garcilaso de La Vega não apenas marca um feito negativo para o clube, mas também representa a pior derrota de um time brasileiro na história da Copa Sul-Americana. O resultado superou o revés do Fluminense para a LDU, que terminou em 5 a 1 na final de 2009, e a derrota do Corinthians para o Peñarol, que ficou em 4 a 0 em 2021.
O Botafogo terá a oportunidade de tentar reverter essa situação na próxima quinta-feira (20), quando enfrentará o Cienciano novamente, desta vez no Estádio Nilton Santos, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Para avançar às quartas de final da competição internacional, o Glorioso precisará vencer por uma diferença de seis gols, um desafio considerável diante do histórico recente.
Com essa goleada, o Botafogo se vê diante de um grande obstáculo, não apenas no contexto da competição, mas também em relação à sua imagem e trajetória no cenário internacional. A expectativa é que o clube busque uma reação no jogo de volta, mas a tarefa será difícil, considerando a magnitude da derrota sofrida em Cusco.

